08 de agosto de 2026

Corbélia

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Corbélia se une contra a violência e reúne mulheres em ato pelos 20 anos da Lei Maria da Penha

Chuva mudou o formato da mobilização, mas não impediu a participação de dezenas de mulheres em defesa da vida e pelo fim do feminicídio

Foto: Portal Corbélia

Corbélia foi palco, nesta sexta-feira (7), de uma mobilização em defesa da vida, dos direitos das mulheres e pelo fim da violência contra a mulher. A ação marcou a IV Caminhada do Meio-Dia de Combate ao Feminicídio e ocorreu na mesma data em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos.

A programação previa uma caminhada pelas ruas do município, mas a chuva fez com que o percurso fosse substituído por uma concentração em frente à Prefeitura Municipal. Mesmo com a mudança, dezenas de mulheres participaram da mobilização.

Grande parte das participantes vestiu branco, cor escolhida para simbolizar a paz, o respeito e o compromisso com uma sociedade livre da violência contra as mulheres.

O ato teve como principal objetivo ampliar a visibilidade para o enfrentamento da violência doméstica e familiar, defender os direitos das mulheres e reforçar a importância da prevenção e do combate ao feminicídio.

Durante a concentração, a presidente do Conselho Municipal da Mulher, Dra. Patrícia Auache, destacou a importância da atuação conjunta da sociedade na proteção das mulheres e no enfrentamento às diferentes formas de violência. A mobilização também reforçou a necessidade de garantir que vítimas tenham acesso à informação, proteção e aos mecanismos previstos na legislação.

A vereadora Eliane Alves da Costa, presidente da Procuradoria da Mulher de Corbélia, participou da ação acompanhada pelas procuradoras adjuntas. A presença de representantes do Legislativo reforçou a atuação das instituições locais na defesa dos direitos das mulheres.

20 anos da Lei Maria da Penha

A mobilização ocorreu em uma data simbólica para o enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha completa 20 anos em 2026.

A legislação criou mecanismos específicos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher, além de estabelecer medidas de proteção para vítimas e responsabilização dos agressores.

Ao longo de duas décadas, a lei se tornou um dos principais instrumentos brasileiros de enfrentamento à violência contra a mulher. A data também serve para reforçar que a prevenção e a denúncia são fundamentais para interromper ciclos de violência.

Em Corbélia, a chuva impediu que a caminhada fosse realizada como planejado, mas não interrompeu a mobilização. A concentração em frente à Prefeitura manteve o propósito de chamar a atenção para a violência contra as mulheres e reforçar a defesa da vida.

A mensagem deixada pelo ato foi de que o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher depende da participação da sociedade, da atuação das instituições e do acesso das vítimas aos mecanismos de proteção.

Como denunciar violência contra a mulher

Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

Denúncias também podem ser feitas de forma anônima pelo 181 – Disque-Denúncia.

A violência contra a mulher pode ocorrer de diferentes formas, incluindo agressões físicas, ameaças, violência psicológica, sexual, patrimonial e moral. A identificação dos sinais e a busca por ajuda podem ser fundamentais para interromper situações de risco.

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Por: Divulgação

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